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Quinta, 23 de Novembro de 2017

Escola de Circo Lahetô - Circo da Inclusão (Goiânia - GO)

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Escrito por Circonteúdo

Circo da inclusão

Escola de Circo Lahetô (Goiânia - GO)


Orgulho! É esse o sentimento de estudantes, pais, professores e coordenadores da escola de circo Lahetô, em Goiânia, que teve três de seus alunos aprovados na seleção da Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses.

Os alunos selecionados - Danilo Lúcio Ribeiro de Jesus, Adenilton Pierre Conceição e Marcos Paulo de Sousa, iniciaram carreira artística no Lahetô e agora partem para nova empreitada artística, com o curso de aperfeiçoamento de 10 meses na Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro.

A instituição é considerada hoje uma referência nas artes circenses. E lá, os jovens ainda receberão uma bolsa de R$20 mil para custeio de suas despesas durante a estadia. Mas essa não é a primeira vez que a escola de circo de Goiás exporta alunos para o Rio de Janeiro.

Em 2011, outro estudante, Adenilton Kleber, passou na mesma seleção, concluiu a qualificação e hoje integra uma companhia circense na capital fluminense. Na seleção da Bolsa Funarte deste ano, o Lahetô também ganhou destaque por classificar três dos 10 selecionados da região Centro-Oeste.

Coordenadora pedagógica do circo, Seluta Rodrigues, acredita que esses resultados demonstram a importância do trabalho artístico e social desenvolvido no local. "É uma grande conquista, pois são meninos da região mais pobre do Jardim Goiás e dos condomínios onde foram abrigadas as famílias em situação de risco. São jovens de escola pública e de situação financeira precária. É comum aqui o envolvimento de familiares com o tráfico, mas todos eles despontaram através do circo. Deram um salto de qualidade na vi­da artística, social e até pessoal", ressalta ela.

A comunidade do Jardim Goiás ficou tão orgulhosa com a seleção dos três jovens que até organizaram um cortejo em reconhecimento ao bom desempenho deles. Para Danilo Lúcio, um dos selecionados, o resultado alcançado por ele e seus dois colegas é motivo de grande orgulho para todos. "Três pessoas daqui, que nasceram em famílias pobres e em condições de vida precárias, conseguiram! Isso é uma vitória nossa! E é para a comunidade saber que foi o Lahetô que possibilitou isso", destaca.

Já Marcos Paulo, outro bolsista aprovado, acredita que a seleção fortalece ainda mais a importância do Lahetô, que, em várias ocasiões, chegou a ser ameaçada de despejo. "Isso mostra que a escola de circo está cada vez mais forte, tanto no requisito artístico, quanto no educacional, porque forma bons trabalhadores na área."

Danilo Lúcio , 17 anos
Ocupação: Estudante do 1° ano do Ensino Médio/auxiliar circense no Circo Lahetô
"Eu tinha 8 anos quando conheci o Circo Lahetô. Eles foram até a minha escola e mostraram os equipamentos, as pernas de pau e, de cara, já me encantei. Eu comecei no diabolô e fui experimentando até pegar a base de todos os equipamentos, e acabei me tornado educador. Agora, é um motivo de orgulho estar lá no Rio de Janeiro representado o Lahetô, o lugar onde nasci, cresci e sempre recebi apoio. Minha maior motivação de ir para lá é ter a chance de voltar e acrescentar aqui na escola, para melhorar a qualidade do meu trabalho e passar meu conhecimento para outras pessoas."

Adenilton Pierre, 20 anos
Ocupação: Educador no Circo Lahetô/ acrobata
"Me indicaram o circo porque eu estudava à tarde e não fazia nada pela manhã. Eu tinha 11 anos e comecei a ir só para não ficar à toa em casa, mas eu fui me aprofundando e gostando. Foi no Lahetô que me desenvolvi artisticamente e é muito importante ter o reconhecimento do nosso trabalho, porque a escola não forma apenas o artista, mas o cidadão crítico. Eu vou para o Rio de Janeiro e pretendo voltar para Goiânia, mas só depois de conhecer um pouco mais e de viajar para outros países, me apresentando. Meu sonho é ser artista e eu vou atrás desse sonho."

Marcos Paulo de Sousa, 20 anos
Ocupação: Estudante de Educação Física da UFG/ Monitor de Educação Física na Escola Internacional de Goiânia/ artista circense
"Meus colegas, no condomínio onde moro, já frequentavam a escola Lahetô. Eu os via brincando com alguns equipamentos do circo, fazendo cambalhotas, piruetas e fui gostando. Comecei aos 13 anos e não parei mais. Agora meu objetivo é dar aula para a rede pública na modalidade circense. Me formar no Rio de Janeiro vai ser a base de um currículo muito bom para colocar isso em prática. Mas o coração está a mil, pois essa é uma oportunidade única na vida.

 

 

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